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Habilidades comportamentais ganham peso nos setores fiscal, contábil e de RH
Com os robôs assumindo tarefas repetitivas, a capacidade de análise e a gestão de conflitos passaram a ser essenciais nos setores fiscal, contábil e de recursos humanos.
O perfil exigido de quem atua nas áreas financeira, tributária e de RH vem passando por uma reestruturação profunda em todo o país. O domínio das leis e das rotinas numéricas, antes suficiente para garantir uma boa trajetória, agora divide espaço com características pessoais como empatia, controle emocional e capacidade de articulação.
A mudança é impulsionada pela automação das tarefas repetitivas. Com robôs e softwares assumindo os cálculos pesados, a emissão de guias e as conciliações, a relevância do trabalho humano migrou para a análise estratégica e o atendimento personalizado.
Dados de relatório do LinkedIn mostram que nove em cada dez recrutadores já igualam ou colocam o comportamento acima da técnica. A pesquisa indica ainda que a falta dessas habilidades interpessoais responde por quase 90% dos desligamentos ou contratações frustradas.
Do operacional à consultoria de negócios
A transição tecnológica alterou a rotina das áreas de contabilidade e de departamento de pessoal. Tarefas que exigiam dias de trabalho manual hoje são concluídas em instantes por plataformas em nuvem. Com isso, o profissional deixa de ser apenas um cumpridor de obrigações fiscais e passa a atuar como conselheiro dos negócios.
Saber se expressar com clareza tornou-se requisito vital. Diante do emaranhado de regras tributárias e trabalhistas do país, o cliente ou gestor procura quem consiga traduzir jargões técnicos em orientações simples e práticas para a tomada de decisão.
No RH e no departamento de pessoal, a inteligência emocional ganhou papel central. O setor lida diretamente com demissões, mediação de conflitos e negociações delicadas — processos em que a empatia e o tato evitam desgastes jurídicos e preservam o clima interno da empresa.
Organização e adaptabilidade contínua
O cumprimento do calendário fiscal e trabalhista exige rigoroso gerenciamento de tempo. Falhas nos prazos geram penalidades financeiras pesadas para as empresas, o que transforma a disciplina em uma competência de proteção operacional.
Da mesma forma, a resiliência é testada com frequência diante de instabilidades nas plataformas governamentais de entrega de dados e de mudanças repentinas na legislação. Manter o equilíbrio e encontrar saídas ágeis sob pressão virou marca dos profissionais mais bem avaliados.
Futuro do trabalho
Levantamento do Fórum Econômico Mundial sobre o futuro do emprego aponta que flexibilidade, capacidade analítica, liderança e aprendizado contínuo estão no topo das exigências corporativas para os próximos anos.
Diferentemente do conhecimento técnico, absorvido em treinamentos pontuais, o aprimoramento comportamental exige esforço constante de autoavaliação e prática. Em um ambiente corporativo cada vez mais digitalizado, o diferencial competitivo seguirá centrado na capacidade humana de interpretar dados, construir alianças e conduzir a gestão das empresas.
Fonte: Com informações de Jornal Contábil


